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Da formação e desenvolvimento do Homem, a crise da virilidade de nossos tempos e outros assuntos

Da formação e desenvolvimento do Homem, a crise da virilidade de nossos tempos e outros assuntos. Por: Vinicius Martinez
Introdução.

Se podemos dizer que há um período na História Humana onde o Homem deixou de entender a si mesmo, esse período é o nosso. Vivemos num mundo desenvolvido tecnologicamente, mas precariamente os homens que participam desses tempos, não acompanharam o avanço das técnicas que por eles mesmos foram desenvolvidas.

É fato que vivemos numa sociedade apóstata que abandonou a Verdade e que se rendeu ao Liberalismo em todos os seus aspectos, o que por sua vez deu forças ao modernismo na religiosidade, assim como pavimentou a civilização ocidental para experimentar as tenebrosas revoluções sangrentas do século XX.

Por sua vez, nessa breve introdução, cito que o triunfo da tão má compreendida ideologia feminista, que embora muitos falem dela, não sabem que a mesma não é só uma simples demência do que chamamos de "Mundo Moderno".

Parafraseando a afirmação do Dou…

Breve exposição sobre a problemática que envolve as canonizações pós-vaticano II

Breve exposição sobre a problemática que envolve as canonizações pós-vaticano II. 
 
Por: Vinicius Martinez
Como é possível que a Igreja consiga canonizar um homem que foi responsável pela maior crise na Igreja de todos os séculos (Paulo VI), o homem que literalmente deu a Igreja para o diabo, o homem que admitiu que a Fumaça de Satanás havia entrado na Igreja e nada fez para reparar.

O homem que trouxe um antropocentrismo que deixaria os papas renascentistas com inveja, o homem que mudou a Missa a tal ponto que as pessoas perderam a Fé e as que ficaram na Igreja, aderem uma linha de pensamento incompatível com a Sã Doutrina Católica.

Ademais, terá de me dizer, como é possível que os autores da maior crise da Igreja, serem todos eles sistematicamente canonizados num período inferior a cem anos, sendo que de São Pio V a São Pio X— foram quatro séculos de intervalo sem nenhum papa santo sequer canonizado.

Além disso, os santos que defendem a infabilidade das canonizações, fizeram segundo o juízo que tinham por base no rigor que era utilizado para um ato de canonização referente a suas épocas. Pois, as canonizações no CVII em diante foram completamente modificadas, o processo é extremamente simples, baseando-se muito nos critérios de popularidade e de quanto aquela pessoa foi “boazinha” sem levar em consideração – virtudes heroicas, integridade da ortodoxia da Doutrina em vida e por último os milagres que eram devidamente estudados até chegar numa conclusão – coisa que hoje é levada como o principal critério de santidade, antes era apenas um “bônus”.

Além do mais, Paulo VI quis introduzir uma concepção de Missa que é totalmente o contrário do que é ensinado no Rito Tridentino e demais ritos subordinados ao Rito Romano, uma missa adaptada ao homem moderno, uma missa que foi fabricada com parceria entre protestantes, judeus e maçons, tendo em vista que boa parte dos “teólogos” protestantes ficaram satisfeitos com a aproximação entre o Rito de Paulo VI e os ritos tradicionais das igrejas luternas, calvinistas e anglicanas. Não obstante isso, a maneira como esses papas conciliares perseguiram e apoiaram o silenciar de bispos tradicionais que apenas queriam obedecer ao que a Igreja sempre ensinou.

Que devemos ter complacência com os ignorantes é fato, mas tal complacência diante de fatos evidentes e que são errôneos é sem dúvidas, um atentado contra a Verdade, porque não apenas “tradicionalistas” enxergam que a Igreja de Francisco é diferente da Igreja de Pio XII e seus posteriores, mas também os gentios, os pagãos, os mundanos e qualquer um que tenha dois olhos e um pouco de sinceridade.

Do mais, lembremo-nos que é uma constante histórica que os santos sejam odiados pelo Mundo e pelos mundanos, pelo simples fato de terem sido católicos, de terem combatido os pecados, as heresias, os erros de seus tempos. No entanto, João XXIII, Paulo VI, João Paulo II, Madre Teresa, José Maria Escrivá, etc, conseguiram a proeza de serem elogiados pelos maiores inimigos da Igreja.

Repito o que um padre escreveu sobre essa problemática, e em seguida recomendo alguns artigos:

“Algumas das canonizações desde o Vaticano II levantaram surpresas, e notícias de uma beatificação de João Paulo II simplesmente acrescentaram à mistificação de muitas almas. São as canonizações atos infalíveis do magistério extraordinário do papa? O Anjo da Teologia, São Tomás, explica que uma canonização particular está em algum lugar entre as verdades gerais (dogmas) e julgamentos de casos em específico, porque a Igreja poderia falhar, quando baseada em falsos testemunhos. ‘’Porquanto a honra dada aos santos é uma certa declaração solene de fé pela qual nós acreditamos na glória dos santos, precisamos acreditar piamente que nisso também, o julgamento da igreja não pode falhar.’’ (Quodlibetales IX, último artigo). Isso coloca a questão em sua própria perspectiva.

À época de Santo Tomás, o processo de canonização tornou-se tanto centralizado (Roma tinha a última palavra em todos os julgamentos) e complexo, envolvendo um triplo julgamento pela corte romana: a ortodoxia dos escritos (tanto privados como públicos); o heroísmo das virtudes e a autenticidade dos milagres. Esse processo é tão iluminador quando enigmático: já que a origem divina do milagre é virtualmente impossível de afirmar (salvo raras exceções, nas quais o demônio pode simplesmente macaquear Deus), sua autenticidade depende do heroísmo e das virtudes. Mas, julgá-los pode se mostrar realmente difícil, porquanto nós os julgamos apenas por seus atos exteriores, e um julgamento de intenção é facilmente falível. Assim, tal julgamento nos remete à primeira condição, ortodoxia doutrinária. Portanto, toda santidade remete definitivamente à expressão da doutrina do candidato, que é fácil de determinar. Se os teólogos falam de ‘’canonização infalível’’, é precisamente porque as canonizações confiam primeiramente no teste doutrinário.[1] Considerando que os papas foram, até então, dotados de grande cautela, com juízes especializados, checando tudo duas vezes, as declarações abordam de perto as definições infalíveis próprias dos dogmas universais.
Tendo-se dito isso, não se faz difícil ver quão longe o atual status de ‘’canonizaçao’’ difere dos tempos passados, que nos faz suspeitar do caráter infalível deles:[2]

– Os papas hoje se recusam totalmente a selar com autoridade quaisquer documentos saídos de Roma, com a inversão democrática da ‘’percepção da fé’’, o princípio da colegialidade, pelas quais as conferências episcopais ditam de fato as decisões de Roma, com o subjetivismo doutrinário prevalecendo em todos os lugares.

– Essa maciça simplificação do processo com João Paulo II, junto com o número crescente de canonizações, sugere a perda de qualidade do ‘’magistério extraordinário’’ ligado formalmente à canonização.

– A santidade é agora definida como a capacidade de se dar pelos os outros e de bendizer a vida;[3] é simplesmente um sinal de dignidade conferida a um discípulo de Cristo. Hoje, precisa-se apenas ser um ‘’autêntico cristão’’ e alguma publicidade para fazer seu caminho para o altar.

– O candidato tem de passar pela peneira do ‘’ecumenismo’’, manejada pelo Secretariado de Unidade Cristã, que barrou pessoas como Isabela da Espanha.

– Os santos agora são escolhidos dependendo de como eles ‘’consagraram’’ a era pós-Vaticano II: Escrivá, João XXIII, João Paulo II.

– Pouca atenção é dada para a suspeita de heterodoxia. Por exemplo, veja-se a beatificação de João XXIII, que se calou em vez de defender a infalibilidade papal[5] ou o Cardeal Ferrari, amigando-se com o modernismo na época de São Pio X.

– Esse método de atribuir milagres à Madre Teresa (e João Paulo II), levantou uma tempestade de controvérsia quando ambos foram tratados como médicos, sem se provar a origem divina da cura.

Notas

1 Jean Bois, “Canonisation dans l’Eglise romaine,” D.T.C. t. II, col. 1647. Qualquer suspeita doutrinária arquivaria o processo para sempre.
2 Ver a edição de janeiro de 2007 da The Angelus magazine, Frs. Lorber & Gleize “On the Canonization of John Paul II”; Sel de la Terre, nb 72, Printemps 2010, Fr. Calderón, Infallibilité des canonisations et lois universelles.
3 Sermão de João Paulo II sobre a canonização de Zdislava da Boêmia, em 21 de maio de 1995.
4 Tertio Millennio Adveniente, §37; Homilia em Kosice (Eslováquia).
5 Marsaudon, “L’oecumenisme,” p. 45.




Glória a Deus! Ave Maria Santíssima! Salve Roma Eterna!

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