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Do mistério da vida: sofrer primeiro para ser feliz depois

Do mistério da vida: sofrer primeiro para ser feliz depois.
Por: Vinicius Martinez
“Devemos suportar tudo, porque o sofrimento é pequeno e a recompensa é grande.” Santa Catarina de Sena 
Um magnífico sinal da Graça de Deus em nossas vidas é quando uma pessoa que amamos ou que temos grande consideração por ela. 
Nos machuca em decorrência de uma atitude, seja uma escolha ou uma declaração que tenha ferido os nossos sentimentos, assim como também tenha contrariado a nossa vontade.
O ser humano naturalmente ao ser contrariado em sua vontade tende a se entristecer, pois, de fato dói ter a nossa vontade, os nossos desejos sido negados —, dói ser machucado por uma pessoa que tanto amamos. 
Geralmente a reação natural após sermos machucados por uma pessoa, é de tristeza, revolta e raiva. No entanto, por alguma operação de ordem sobrenatural. 
Ainda que entremos numa forte tristeza, ainda que choremos muito por causa da dor que sentimos, ainda assim em nosso coração persiste o Amor, o desejo do Sumo…

Da personalidade e a virtude: uma confusão comum

Da personalidade e a virtude: uma confusão comum.

Por: Vinicius Martinez
Uma coisa que muitos devem compreender é que há pessoas que são humildes sendo coléricas, fleumáticas, sanguíneas e melancólicas, ora, o temperamento da pessoa não anula a virtude da humildade senão que apenas expressa ela de uma forma própria. Ademais, tampouco ofusca qualquer outra virtude. Ademais, não se se pode justificar pecados ou erros dobráveis de conduta porque se tem algum tipo de "temperamento".

Ademais, a doutrina dos temperamentos por vezes é uma tentativa tola de justificar comportamentos tolos que podem ser corrigidos com facilidades, além disso, os quatro temperamentos surgem por base nas antigas concepções dos quatro elementos que de certa forma era acreditado em toda a antiguidade (até no quesito da química, física e cosmologia), dizia-se que cada um deles acabava por influenciar a personalidade de cada um (semelhante ao que astrólogos dizem até hoje com relação à personalidade das pessoas)

Ora, não se pode medir o "temperamento comum" das pessoas por base numa regra tão simplista, eis também o erro da doutrina dos quatro temperamentos que coloca toda a complexidade humana de conduta de um ser, numa espécie de categoriza ou tipologia chamadas: coléricas, fleumáticas, sanguíneas e melancólicas, (fogo, agua, ar e terra). É fato que essa doutrina ao longo da história recebeu boas contribuições no campo da psicologia, todavia, os princípios que a regem ainda em alguns termos se demonstram falhos.

Todavia, tendo por base o fato de que há uma suposta "regula" padrão de pessoas por base nesses temperamentos, prossigamos. Com efeito, vê-se que há santos mais bravos e outros mais calmos, o grande problema é que muitos ao verem pessoas mais bravas na defesa da Fé, acreditam que elas são arrogantes e as que são mais calmas são mais humildes, no entanto, há pessoas arrogantes calmas e humildes bravas.

O "temperamento" de uma pessoa não pode ser régua de medida da virtude de ninguém, pois há pessoas que possuem uma calma incrível e ainda assim são perversas, ora, os temperamentos fazem parte da constituição psicológica de nós, cada um possui um ou mais tipos de temperamento que nos torna únicos.

Do mesmo modo que há pessoas que possuem carismas diferentes, mas que se dirigem ao mesmo objeto, tal se encontra nos carismas a qual cada um dos católicos se identificam, a saber, carmelita, franciscano, jesuíta, etc. Além disso, também é por isso que Deus concede habilidades diferentes para que cada um de nós nos ajudemos mutuamente, para alcançarmos o Bem Comum e por fim o Bem Supremo que é Deus.

Pois assim como há pessoas com maior facilidade com exatas e outras com biológicas e outras com humanas, serve para que essas pessoas possam trabalhar para o Bem Comum da Polis, o mesmo acontece na Igreja: é concedido por Deus, dons especiais para cada um dos fieis como instrumentos para que façam o bem, conforme o Apóstolo, a saber, São Paulo nos ensina:

"Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas".

Além disso, não nos esqueçamos o que o Apóstolo também nos ensina em seu Hino da Caridade: "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor".

Assim também sucede com as vocações, um clérigo, um pai de família, um religioso, um celibatário possuem estados de vida distintos, com efeito, a forma como vão agir para seguir e defender a Fé são diferentes, de maneira acidental, contudo, a essência deve ser a mesma. É por isso que devemos recordar as palavras de Nosso Senhor: “Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça”.

Ademais, diz o Mestre Angélico: "O julgamento é lícito na medida em que é um ato de justiça. Para que o julgamento seja um ato de justiça, se requerem três condições: 1º que proceda de uma inclinação vindo da justiça; 2º que emane da autoridade competente; 3º que seja proferido segundo a reta norma da prudência". Além do mais, diz o Doutor da Graça, a saber, Santo Agostinho: "O Senhor proíbe o juízo temerário, tendo por objeto as intenções secretas do coração ou outros domínios incertos".

Com efeito, tome cuidado para não ser injusto com o próximo, confundindo as coisas, fazendo que um traço de personalidade ofusque a virtude dele (a). Saibamos utilizar nossos dons para o Bem Comum, lutemos pela Verdade, ajudemos uns aos outros e façamos o necessário para sermos dignos das promessas de Cristo com o auxílio da Santíssima Mãe de Deus e caminhemos ao Sumo Bem que chamamos Deus.

Glória a Deus! Ave Maria Santíssima! Salve Roma Eterna! Força e Honra! Sempre Fiel!

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