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Do mistério da vida: sofrer primeiro para ser feliz depois

Do mistério da vida: sofrer primeiro para ser feliz depois.
Por: Vinicius Martinez
“Devemos suportar tudo, porque o sofrimento é pequeno e a recompensa é grande.” Santa Catarina de Sena 
Um magnífico sinal da Graça de Deus em nossas vidas é quando uma pessoa que amamos ou que temos grande consideração por ela. 
Nos machuca em decorrência de uma atitude, seja uma escolha ou uma declaração que tenha ferido os nossos sentimentos, assim como também tenha contrariado a nossa vontade.
O ser humano naturalmente ao ser contrariado em sua vontade tende a se entristecer, pois, de fato dói ter a nossa vontade, os nossos desejos sido negados —, dói ser machucado por uma pessoa que tanto amamos. 
Geralmente a reação natural após sermos machucados por uma pessoa, é de tristeza, revolta e raiva. No entanto, por alguma operação de ordem sobrenatural. 
Ainda que entremos numa forte tristeza, ainda que choremos muito por causa da dor que sentimos, ainda assim em nosso coração persiste o Amor, o desejo do Sumo…

Sobre o Escola Sem Partido: um veneno liberal com gosto doce que mata

Sobre o Escola Sem Partido: um veneno liberal com gosto doce que mata.

Por: Vinicius Martinez

 
Parece que o Escola Sem Partido é uma solução eficiente contra o combate da doutrinação marxista, no entanto, será mesmo que este projeto é um remédio para combatermos essa doença perversa que contamina as escolas e até mesmo as universidades?

Demonstrarei brevemente que esse projeto por mais que tenha sido feito por pessoas com as melhores intenções, não significa que este seja bom e benéfico, pelo contrário, é apenas outro veneno e que por sinal está contra ao que nós católicos romanos devemos defender.

A "verdadeira resistência" está em manter-se na Sã Doutrina sem ter que ficar recorrendo a direções e sentidos políticos meramente humanos, nós enquanto católicos não seguimos direção e sentido algum senão que estamos diretamente para Deus por via da Santa Igreja, é por isso que não devemos ser nem de esquerda nem de direita, porque essa maniqueísta divisão pertence ao mesmo "senhor" está sob jugo da cidade dos homens e não da Cidade de Deus.

Já dizia o Escritor, a saber, G.K. Chesterton: “Todo o mundo moderno está dividido entre conservadores e progressistas. O papel dos progressistas é continuar cometendo erros. O papel dos conservadores é evitar que os erros sejam corrigidos".

Dos Deveres do Professor segundo o ESP.

O professor não se aproveitará da audiência cativa dos alunos para promover os seus próprios interesses, opiniões, concepções ou preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias.

O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, morais ou religiosas, ou da falta delas.

O professor não fará propaganda política-partidária em sala de aula, nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas.

Ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa - isto é, com a mesma profundidade e seriedade -, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito.

O professor respeitará o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções.

O professor não permitirá que os direitos assegurados nos itens anteriores sejam violados pela ação de terceiros, dentro da sala de aula.

Com efeito, respondo aos seis artigos a seguir...

Quanto ao primeiro - O professor é superior aos alunos e é ofício do que está acima guiar os que estão abaixo, obviamente que autoridade requer deveres e, portanto, o superior deve cumprir seu papel justamente sem abusar de sua autoridade, com efeito, não se pode utilizar da autoridade para impor interesses próprios. No entanto, o problema está no fato de que os princípios que regem esse projeto é do laicismo e da neutralidade e estes são condenáveis.

O professor que é católico que desejar ensinar a Verdade para seus alunos estará cometendo um crime, pois não pode promover suas concepções religiosas, morais ou tampouco políticas, ainda que estas sejam as corretas, o que ele deve fazer é adotar a neutralidade de discurso que na prática não existe, ademais, isso é puro liberalismo onde a verdade e a mentira, o erro e o acerto possuem o mesmo peso.

Quanto ao segundo - Obviamente que é ilícito o professor utilizar de sua autoridade para menosprezar o seu aluno por discordar de suas ideias que entrarem em conflito com seu pensamento, no entanto, mais uma vez encontramos o liberalismo: imagine que um aluno faça um manifesto que incite matar seres humanos inocentes, onde ele defende coisas horrendas e pecaminosas, ora, ainda que esteja bem feito o seu trabalho enquanto trabalho escolar; acaso o professor não deve interferir nisso, acaso o professor católico que defende o amor, a verdade e a justiça não deve agir?

Quanta besteira, neste caso o professor tem o dever de propor o que é certo para o aluno seguindo os princípios morais corretos e de fato, as vezes o propor está sim em dar uma nota menor, porque esse papo de neutralidade de ideias é loucura, premiar um trabalho que defende pecados e abominações diversas é apoiar que isso tem o mesmo valor que aquilo que é agradável a Deus.

Quanto ao terceiro - Ora, é ofício de todo católico levar a verdade ao próximo, no entanto, com esta proposta, os professores que defenderem a vida, condenarem o aborto e outras ideologias malignas não devem pedir para que seus alunos lutem pelo que é certo? Veja que aqui entra mais uma vez essa nociva "neutralidade" que leva à omissão e a negligência que por sua vez ao mal.

O problema dos movimentos políticos incitados por professores em sua maioria está no objeto para qual se dirigem, mas não significa que toda incitação política é má e por sua vez condenável, devemos militar pelo que é certo. Ademais, a escola está no mundo e pertence ao mundo e não tem como se isolar deste, por sua vez aqueles que estão nela participam deste mesmo mundo.

Quanto ao quarto - Ao apresentar uma multiplicidade de questões divergentes envolvendo os campos das ciências humanas, tratando de tese por tese, porém abstendo-se de opinar a favor ou contra, o professor permite então que o aluno que é em tese geralmente mais tolo e menos capaz de julgar o que é correto possa para si escolher o que ele bem entender, não importa por exemplo se ao decorrer do estudo sobre o comunismo e do nazismo o aluno escolha um dos dois.

Ademais, tampouco importa se entre capitalismo selvagem e socialismo, pouco importa se ele escolher políticas iníquas e heréticas, mais uma vez a neutralidade que leva ao mal. O professor deve ser um servo da Verdade, seja qual matéria ele tratar, elas devem ser ensinadas para que os alunos possam exercitar o intelecto para promover o Bem Comum da Polis e por fim alcançarem o Bem Supremo que é Deus.

Ademais, se se é necessário uma "imparcialidade" quanto à moral, como é que por exemplo um professor católico que queira ensinar o distributismo que é compatível com a Doutrina Social da Igreja trate desse assunto sem ferir à própria consciência, como é que um professor terá de dar o mesmo valor para teses que são contrárias ao que é ensinado pela Lei Divina e Lei Natural?

Quanto ao quinto - Outro problema, ora, suponha-se que uma família relapsa decida colocar seus filhos numa escola católica ou até mesmo secular, no entanto, por serem relapsos, educaram muito pessimamente seus filhos que foram educados com princípios perversos, a instituição por sua vez deverá respeitar esse "direito" de essas almas continuarem no erro.

O professor católico que desejar então demonstrar a razão de nossa Fé católica deverá aceitar que seu aluno que participa de coisas completamente nocivas ou que escarnece o sagrado deverá se abster de coagir porque é "direito" destes alunos de seguirem suas respectivas "morais", mais uma vez, a neutralidade maligna que permite o erro, a falsidade, a mentira.

Quanto ao sexto - Não é necessário mais continuar a comentar o quanto esses artigos propostos são errados e contrários a Doutrina Católica. Devemos defender com unhas e dentes a Verdade. Porém a direita quer substituir o esquerdismo que de fato tem seus males inegáveis, pelo ideais liberais que foram condenados por dezenas de papas e por tantos séculos de magistério, querem permitir uma neutralidade que não existe e que só promove o mal.

Extras.

Dirá alguns que a "Escola sem Partido" é um caminho para o combate à doutrinação, que é um "mal menor" a ser apoiado, no entanto, digo que o problema não é que haja doutrinação, mas que tipo de doutrinação está sendo empregada, porque todos nós somos doutrinados: ou para o que é verdadeiro ou para o que é falso e certamente o catolicismo nos guia ao certo e verdadeiro, como católicos somos Doutrinados na Sã Doutrina de Jesus Cristo Nosso Senhor.

Ademais, dirá alguns que não há tantos professores católicos, ora, de fato é difícil encontrar professores verdadeiramente católicos, no entanto, o critério de ser "imparcial" e "neutro" torna o trabalho de formação de professores católicos algo ainda mais raro e difícil. É mister que a Verdade seja propagada em todos os cantos e a escola também tem o dever de ensinar o que é verdadeiro e certo aos seus alunos.

Além do mais, o fato é que temos muitos pais relapsos e com isso são milhões de crianças e adolescentes que foram educados muito pessimamente pelos pais. Estamos numa grandiosa crise moral e religiosa e parece que os ingênuos que promovem a "Escola Sem Partido" acreditam que vivemos num país onde pais e professores se comunicam, em que os filhos recebem de casa uma educação que permite que eles possam compreender as coisas de acordo com a Moral Católica sem necessitar por sua vez de uma intervenção dos tutores, no entanto, isso é uma mentira.

O fato é que boa parte dos pais não estão nem aí para a educação e ensino de seus filhos; e um regime "neutro" só contribui com o "status quo". Ora, na possibilidade de um professor católico por exemplo ensinar os valores que os pais não ensinaram: claro que não querendo ter para si um ofício que não lhe pertence, mas isso não deve impedir a ação de um terceiro na educação de uma pessoa que não tem uma família que faça isso.

Além disso, em muitos casos os professores são mais vítimas que os próprios alunos, onde estão a mercê de alunos que apresentam um risco para a vida deles e de suas famílias, a saber, o fato de que muitos alunos fazem parte ou possuem amigos ligados ao mundo do crime e deixam os professores com grande medo de agirem.

Além do mais, é uma tremenda de uma covardia estes senhores quererem que na academia não haja discurso ideológico, ora, a academia desde sempre foi um lugar para discussão de ideias (corretas ou não) e cabe aos que participam da academia defenderem o que é certo e verdadeiro, pois o objetivo de um intelectual é buscar a verdade (aqui me refiro apenas nas universidades).

Porém ao que tudo indica são muitos os que não querem enfrentar os males, não querem lutar e batalhar contra as ideias vigentes e para isso recorrem a projetos de lei para não terem que batalhar ao invés de irem para a guerra intelectual refutando todos os erros e pecados que estão presentes nas universidades e escolas.

É visível que este projeto está baseado em princípios anticatólicos, são de ordem liberal e surge como resposta emotiva a "sempiterna" e delirante guerra entre esquerda e direita que só tira o foco das pessoas para o que realmente importa.

Qualquer católico instruído sabe que a finalidade máxima da educação e do ensino é Deus, todos os nossos atos devem ser dados para o Bem Comum e para o Bem Supremo que é a Contemplação da Verdade, uma escola neutra e laicizante deforma a finalidade da educação e do ensino que é criar cidadãos virtuosos e santos.

Glória a Deus! Ave Maria Santíssima! Salve Roma Eterna! Força e Honra! Sempre Fiel!

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